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Trombose venosa profunda

Estima-se que a trombose venosa profunda (TVP) ocorra em 0,6 a cada 1.000 habitantes no Brasil e representa a causa mais comum de morbimortalidade em pacientes em pós operatório. Os principais fatores de risco são: imobilização prolongada (repouso, paralisia ou imobilização com gesso), realização de cirurgias, câncer, uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal, trombofilias (doenças do sangue que causam formação de coágulos) e história familiar.

Os sintomas mais comum da TVP são edema (inchaço) e dor. O membro também pode apresenta-se endurecido e com aumento de sua temperatura. Na suspeita clínica, o médico deve solicitar um exame de imagem para confirmação do diagnóstico, geralmente o ecoDoppler venoso em caráter de urgência.

As principais complicações relacionadas a TVP são a embolia pulmonar e a síndrome pós trombótica. A embolia pulmonar (trombo que se desloca para a circulação do pulmão) é uma complicação potencialmente grave e se manifesta com dor torácica, falta de ar, tosse com sangue, podendo levar a insuficiência respiratória, colapso circulatório e óbito. A síndrome pós trombótica ocorre quando as veias acometidas pela trombose permancem com sequelas que levam ao seu mal funcionamento e pode se manifestar com dor e inchaço crônicos, pigmentação da pele e desenvolvimento de varizes.

Tais complicações podem ser minimizadas pela instituição precoce do tratamento anticoagulante. Apesar de ser altamente eficaz na prevenção da progressão da trombose, da embolização e da recorrência da doença, a terapia anticoagulante está associada a complicações como hemorragias, em aproximadamente 5% dos casos e, portanto, o paciente deve ser acompanhado por angiologista ou cirurgião vascular durante todo o tratamento.